Banco Prioriza Inteligência Artificial e Personalização
Parceria Caixa e Fintechs


Texto: Bruna Soares
A Caixa busca preparar uma infraestrutura para trabalhar junto ao mercado de
inovação. Em parceria com fintechs, o banco já atuou em negócios de impacto
social e elementos de serviços de TI (tecnologia da informação). Para Cláudio
Salituro, vice-presidente de Tecnologia e Digital da Caixa, as fintechs são
empresas "disruptivas" que estão provocando uma reação grande no mercado.
"Acreditamos que, em meio a quantidade de soluções ofertadas, existem de fato
iniciativas com potencial transformador", revela, com exclusividade ao Jornal
Giro News. O banco também dispõe de uma área de inovação, que, entre outras
frentes, possui convênio com universidades, para acelerar descobertas de
soluções consideradas relevantes.
Projetos para 2020
Este ano, a Caixa vai iniciar projetos como a estruturação do modelo de
inovação aberta. Segundo Cláudio, foram selecionadas iniciativas para serem
realizadas com parceiros - sejam eles da academia, fintechs ou correspondentes
digitais. "As nossas prioridades para o primeiro trimestre são: gerência de
dados de clientes para atendimento personalizado; novo modelo de risco de
crédito usando Inteligência Artificial; modelo de atribuição de custos
indiretos; e soluções bancárias para a baixa renda e microempreendedores
individuais", afirma o diretor. Os planos para 2020 também incluem expansão dos
ecossistemas locais de inovação em nível nacional e novos modelos construtivos
e de infraestrutura.
Mercado e Tendências
Para o diretor, o mercado de pagamentos passa por uma revolução. "Algumas
tecnologias apresentadas como inovação no passado recente não estão sendo
aceitas pelo grande público, como o contactless card, por exemplo. Enquanto
isso, outras soluções mais simples estão chegando muito rápido." Dentre as
tendências para o setor, Cláudio aponta a busca de parcerias com bancos pelas
fintechs; o aumento da pressão sobre margens e, como consequência, uma briga de
preços; e a entrada de atores maiores de outros setores, principalmente de
tecnologia e serviços. "Com a possível aceleração da desintermediação de
instituições, todo dispositivo conectado terá potencial de ser um meio de
pagamento, vinculado a uma ou mais carteiras virtuais", completa.
