"Faltam Lojas Especializadas em Vinhos no Brasil"

A afirmação é de Roberto Stanichi, sócio-diretor da 9Wines, e-commerce brasileiro de vinho. Em entrevista exclusiva ao Portal Giro News, o executivo afirma que a falta de lojas especializadas de vinhos contribui para o baixo consumo e conhecimento da bebida no Brasil. “O consumo ainda é muito pequeno, menos de 2 litros anuais per capita, o que é pouco comparado a países com maior tradição, que passa de 30 litros per capita. Então, o aumento das lojas especializadas deve andar de mãos dadas com o aumento do consumo e, principalmente, do conhecimento sobre o assunto”, ressalta.
A afirmação é de Roberto Stanichi, sócio-diretor da 9Wines, e-commerce brasileiro de vinho. Em entrevista exclusiva ao Portal Giro News, o executivo afirma que a falta de lojas especializadas de vinhos contribui para o baixo consumo e conhecimento da bebida no Brasil. “O consumo ainda é muito pequeno, menos de 2 litros anuais per capita, o que é pouco comparado a países com maior tradição, que passa de 30 litros per capita. Então, o aumento das lojas especializadas deve andar de mãos dadas com o aumento do consumo e, principalmente, do conhecimento sobre o assunto”, ressalta.
Comercialização nos Supermercados
Segundo Stanichi, os supermercados ainda são responsáveis por uma boa parcela da venda de vinhos no Brasil. “É uma grande porta de entrada para muitos consumidores que estão começando a criar o hábito de apreciar uma boa garrafa de vinho. As pessoas começam por ali e depois vão buscar algo mais especializado”, explica. Diante desse cenário, o sócio-diretor acredita que o mercado de vinhos no Brasil está em profunda transformação, já que a empresa não obteve um grande crescimento em 2012, devido aos fatores climáticos (inverno curto) e políticos (discussão da salvaguarda para vinhos importados).
Tendências
O executivo acredita que mesmo com a falta de lojas especializadas, os brasileiros tendem a conhecer e se interessar mais pelo tema, procurando cada vez mais vinhos melhores e diferentes. Segundo ele, uma outra tendência é um forte movimento da redução da super racionalização do vinho. “As pessoas estão cansadas do jargão técnico sobre percepções aromáticas e gustativas. Essas descrições são muito importantes do ponto de vista técnico, mas têm o efeito colateral de transformar o vinho em uma bebida elitista e ameaçadora. Existe uma grande tendências em deixar isso de lado e simplesmente aproveitar o vinho pelo prazer que ele proporciona”, diz.