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Uzoma Quer Tornar Mercado Mais Inclusivo

Consultoria para Empresas

Destaque Uzoma Quer Tornar Mercado Mais Inclusivo
Destaque Uzoma Quer Tornar Mercado Mais Inclusivo

Criada em 2020, a Uzoma, consultoria com foco na inclusão e diversidade no mercado de trabalho, tem como objetivo construir um mercado inclusivo, com oportunidades iguais para todos. "A empresa que é mais diversa traz inovação e os ambientes diversos são mais colaborativos para se trabalhar. Além disso, a empresa precisa representar o que tem na sociedade, por isso a importância da diversidade", destaca, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Elizabete Scheibmayr, cofundadora da Uzoma. Segundo a empresária, o processo de mudança requer um acompanhamento especializado. "Como é uma transformação, a consultoria ajuda nesse caminho. É um processo longo, porque não dá para mudar uma cultura que a gente vive, o racismo estrutural, da noite para o dia."

Diversidade no Dia a Dia
Para Elizabete, o Dia da Consciência Negra é importante para promover conscientização e trazer à temática para evidência durante todo o mês de novembro. Mas, para o futuro, a expectativa é que esse cenário seja diferente. "O nosso sonho é que a gente realmente veja essa transformação. E que daqui a 10 anos, a gente não precise mais falar que precisa ter mais negros na liderança e no conselho de administração, que isso comece a ser incorporado na própria construção de uma empresa." De acordo com a cofundadora, para trilhar essa jornada, é necessário que a diversidade seja um debate constante. "É uma conversa que é desafiadora, mas que precisa ser falada no dia a dia. Temos o papel de educar as pessoas, sempre trazendo essa temática", complementa.

Transformação das Empresas
Dentre os projetos desenvolvidos pela Uzoma, estão programas de atração de talentos, sensibilização nas empresas e ascensão de negros dentro das organizações. De acordo com Elizabete, para a questão racial se tornar uma pauta constante em uma empresa, o primeiro passo é entender o cenário atual do negócio, buscando informações como a quantidade de pessoas que se autodeclaram negras. "Depois de analisar esse quadro, se começa a pensar em estratégia. É necessário sensibilizar as pessoas, mostrando qual é a realidade e porque há uma distorção. Então, a empresa trabalha metas, contratação e ascensão dentro do negócio, além de comunicação interna e externa, para avaliar como o consumidor verá essa nova postura e educar o fornecedor sobre a importância da diversidade", finaliza.

19/11/2021

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