Tecnologia e Humanização Devem Andar Juntas no Varejo
Cliente no Centro do Negócio


Texto: Bruna Soares
A Gestão de Relacionamento com o Cliente (CRM) deve nortear os próximos
investimentos de uma empresa voltados à experiência do consumidor. Em
entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Edmar Bulla, CEO do Grupo Croma,
empresa especializada em consultoria, pesquisa e capacitação, revela que o
conceito significa, na prática, "colocar o cliente no centro da estratégia do
negócio". "A partir de agora, conhecer o cliente é o fator que garantirá
sobrevivência às empresas. O varejo precisa aliar duas frentes importantes:
tecnologia, que é capaz de entregar insights a partir de dados, e humanização,
para personalização do atendimento." É fundamental, porém, ter cuidado com o
acesso às informações dos consumidores, de acordo com as novas determinações da
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Estratégias Direcionadas
Para
Bulla, a humanização acontece, por exemplo, quando o atendente identifica o
perfil de comunicação do cliente e adequa sua linguagem. "É necessário investir
mais tempo em análise e planejamento de acordo com as especificidades do
negócio, como canal, concorrentes, praça de atuação e formato da bandeira, para
depois executar os projetos e acompanhar os resultados." O empresário destaca
que as empresas que não investirem na personalização estarão fadadas ao
fracasso ou à estagnação. "Preço todos podem copiar. Não dá para esperar um
produto ser lançado para pensar em algo diferente para o negócio. A estratégia
de portfólio deve servir as necessidades do cliente, que devem ser
constantemente monitoradas."
Atenção ao Pós-Venda
O pós-venda é uma etapa que deve receber mais atenção dos lojistas, segundo
Bulla. "Grande parte dos consumidores têm problema com entrega e devolução, e o
varejo costuma ignorar isso. O mercado se acostumou com um modelo de dedicação
até a venda, mas a experiência com a marca e o produto acontece depois",
explica. "Pressão de tempo ou escassez de recurso são alavancas de
oportunidades para inovação." De acordo com o CEO, neste momento de pandemia,
os empresários se viram obrigados a inovar de maneira rápida. "O brasileiro
busca descontos no momento da compra e, em tempos de crise, ele quer maiores
condições de pagamento", finaliza.
