Cachaça Só do Brasil
O reconhecimento da cachaça como um produto genuinamente brasileiro e não como “rum do Brasil”, como era conhecida, abre uma segmentação clara para o produto no exterior. A exportação para os EUA, que gira em torno de 700 mil litros ano, passa a ter o timbre de exclusividade do termo cachaça. Ricardo Gonçalves, diretor superintendente da Cia Muller, detentora da marca 51, observa que o principal benefício é o fato de não ser mais necessário mencionar que nós vendemos um produto brasileiro no mercado americano. “Agora, vendemos cachaça, como cachaça, sem denominação de produto como sendo “o brasileiro”.”, explica o diretor.
O reconhecimento da cachaça como um produto genuinamente brasileiro e não como “rum do Brasil”, como era conhecida, abre uma segmentação clara para o produto no exterior. A exportação para os EUA, que gira em torno de 700 mil litros ano, passa a ter o timbre de exclusividade do termo cachaça. Ricardo Gonçalves, diretor superintendente da Cia Muller, detentora da marca 51, observa que o principal benefício é o fato de não ser mais necessário mencionar que nós vendemos um produto brasileiro no mercado americano. “Agora, vendemos cachaça, como cachaça, sem denominação de produto como sendo “o brasileiro”.”, explica o diretor.
Porém, Ricardo adverte que será necessário um trabalho de desenvolvimento do conceito da cachaça nos Estados Unidos, assim como no mundo inteiro. “O que tem de bom é o fato de que esse conceito será desenvolvido para uma bebida que tem denominação exclusiva, isso é melhor do que uma denominação muito genérica, como aguardente ou qualquer coisa do gênero”.
A cachaça não era vista como uma categoria própria no país americano, observa Carolina Steagal, sócio-diretora da Pirassununga: “Esta medida vai ajudar o mercado consumidor americano a entender que cachaça não é rum, assim como espumante não é champagne. Além disso, o resto do mundo também começa a entender, respeitar e dar mais valor à categoria”. Para Carolina, “a iniciativa é um grande passo para a valorização cultural brasileira, já que o tradicional destilado exclusivo do Brasil faz parte da nossa historia.”, completa a diretora.
Sobre a exportação do produto, Carolina acredita que vai ter sim um melhor desempenho, já que agora a medida “vai evitar que destilados de cana de outros lugares do mundo sejam vendidos com o nome cachaça ou que a tradicional caipirinha seja feita com rum. Além disso, o processo de reconhecimento ajuda a tendência positiva de conhecimento do produto pelo público consumidor americano”.
