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Imagem destaque: Bancos ganham força como canal de vendas e categoria de mercado se destaca no Itaú Shop
Crédito: Divulgação / Itaú

Bancos ganham força como canal de vendas e categoria de mercado se destaca no Itaú Shop

 Muito além de serviços financeiros, os bancos estão ganhando espaço na jornada de compras dos consumidores. Com lojas online dentro do aplicativo bancário, as instituições financeiras apostam na venda de produtos como eletrônicos para cultivar novas dinâmicas de relacionamento com os clientes. Para Michele Vita, Diretor do Itaú Unibanco, essa é uma estratégia que permite ampliar o engajamento e a fidelização com o banco. “Todo cliente que usa o Itaú Shop acaba aumentando o uso do aplicativo de forma geral em 50%. Com o tempo, isso reflete em crescimento de faturamento e no uso de outras verticais”, revela o executivo, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Segundo Michele, após uma compra, o cliente faz de duas a três aquisições no ano.


Categorias em Destaque

  Com aproximadamente 20 empresas parceiras atualmente, o Itaú Shop nasceu em 2022. Hoje, o portfólio inclui nomes como Magazine Luiza, Apple, Samsung, Electrolux e Época Cosméticos. “Celulares e eletroeletrônicos são, disparadamente, os carros-chefes, se destacando em valor. E a categoria de mercado tem ganhado cada vez mais destaque”, analisa o diretor. A plataforma já bateu recorde de vendas diárias como 60 mil unidades do sabão Omo, 50 mil copos Stanley, 36 mil sabonetes Natura, 20 mil azeites Gallo, 20 mil packs de cerveja Colorado e 10 mil caixas do chocolate Bis. Apesar do ticket menor na comparação com eletroeletrônicos, a categoria de mercado, assim como a de pet, integra uma estratégia de aumentar a recorrência de compras, com a oferta de produtos essenciais. “A gente começou a evoluir passando de ser lembrado em compras grandes, para ser lembrado em compras de todos os dias.”


Diferenciais Competitivos

  Em relação a 2022, o Itaú Shop deve fechar 2025 com um faturamento 5 vezes maior. Já a quantidade de clientes comprando cresce de 7 a 8 vezes. Para Michele, esse avanço também se deve à resolução de um problema que o e-commerce enfrenta: a insegurança do consumidor. “Oferecemos uma jornada segura, em que o cliente não precisa digitar nada. Nós trazemos o crédito e outras linhas para facilitar a compra, e oferecemos a segurança de que ele não terá problema nenhum”, ressalta o executivo. Outro diferencial é a gama de dados de seus 70 milhões de clientes. “Nós podemos falar para a indústria: ‘As pessoas que clicaram para ver a oferta moram em tais estados, têm tal perfil e tal renda. Já as pessoas que compraram têm tal perfil, tal renda e compraram x vezes’”, ressalta o diretor. Neste contexto, o banco quer estabelecer mais parcerias diretamente com indústrias. 


Oportunidades e Tendências

  A vertical de e-commerce do Itaú tem relevância principalmente na alta e média rendas. Na visão do banco, o segmento de baixa renda ainda pode ser mais explorado. “Os clientes podem pagar parte dos produtos com pontos acumulados no cartão de crédito. Quem compra geralmente é o cliente digitalizado, acostumado com o e-commerce e que tem muitos pontos. Aos poucos estamos conseguindo expandir para todos os clientes de menores rendas, especialmente com as ‘Ofertas do dia’ com tickets menores e a garantia de crédito.” O Itaú Shop ganhará uma plataforma 2.0, que será relançada no segundo semestre. De acordo com Michele, o serviço será modernizado para suportar o crescimento exponencial projetado para os próximos anos. “Também iremos multiplicar o número de sellers. Até o final do ano teremos de 80 a 100 parceiros”, antecipa o diretor. Outra pretensão é levar o Itaú Shop a mais espaços dentro do aplicativo do banco, com comunicações e ofertas personalizadas que, através de dados e inteligência artificial, façam sentido à jornada de cada cliente e não comprometam sua busca por serviços financeiros. 

13/05/2025

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