Operação apura esquema de R$ 500 milhões em ICMS; Baly é alvo da investigação
Uma operação realizada nesta quinta-feira (20) investiga um esquema suspeito de gerar de forma indevida créditos de ICMS e causar um prejuízo superior a R$ 500 milhões aos cofres públicos. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Tubarão, em Santa Catarina, e Manaus, no Amazonas. Segundo informações da Exame, a investigação envolve a Baly Brasil, fabricante de energéticos que faturou R$ 1,8 bilhão em 2025. Em Manaus, as buscas ocorreram na Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia, empresa que tem Dayane Titon Cardoso e Mario Junior Cardoso como sócios-administradores. Os executivos também fazem parte da gestão da Baly. A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina.
Segundo o Ministério Público, o esquema teria funcionado por meio do superfaturamento de insumos adquiridos por uma fabricante junto a outra empresa ligada ao mesmo núcleo empresarial e sediada em Manaus. O aumento artificial do valor dessas operações teria permitido ampliar os créditos de ICMS utilizados pelo grupo. A Fruts Indústria de Concentrados da Amazônia informou que os "benefícios fiscais utilizados são regularmente previstos na legislação e foram formalmente reconhecidos e concedidos pelos órgãos competentes, incluindo a Receita Federal e a SUDAM".
