Marfrig lucra R$ 2,8 bilhões em 2024 com novo modelo de negócios na América do Sul
A Marfrig registrou um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões ante a um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2023. A receita líquida consolidada foi de R$ 144,2 bilhões, o que correspondeu a um avanço de 14% na comparação anual. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado, por sua vez, alcançou R$ 13,6 bilhões, com variação de 59,5% na comparação com 2023 e margem de 9,5%. No quarto trimestre, a companhia reportou um lucro líquido 2.172% superior ao obtido no mesmo período de 2023 e, segundo a Marfrig, o resultado pode ser explicado pela conjunção de aumento da eficiência das operações e ganho de capital obtido com a alienação de ativos na América do Sul.
De outubro a dezembro de 2024, a proteína bovina - foco das operações da Marfrig na América do Sul e da National Beef, na América do Norte - respondeu por 58% da receita líquida consolidada. Os demais 42% tiveram origem na venda de produtos derivados de proteínas de aves e suínos - mercados nos quais a BRF está entre as líderes globais. No quarto trimestre, a receita líquida da BRF foi de R$ 17,46 bilhões e o Ebitda ajustado aumentou mais de 50%, atingindo R$ 2,8 bilhões, com margem de 16%.
Operação América do Sul
O desempenho das operações na América do Sul foi fundamental para os bons resultados apresentados no quarto trimestre e ao longo do ano de 2024. Nos últimos três meses do ano, a América do Sul registrou receita líquida de R$ 5,1 bilhões, valor 18,9% superior ao obtido no mesmo período de 2023. Mesmo com a alienação de plantas no Brasil e na Argentina, o volume de vendas cresceu 25,1%, atingindo 241 mil toneladas. Esse crescimento é explicado, principalmente, pelo aumento de capacidade de abate de desossa e pela otimização dos complexos industriais da companhia. As exportações representaram 51% das receitas totais da Operação América do Sul no trimestre.
“O trimestre já refletiu o novo modelo de negócio da Marfrig para a América do Sul, com a concentração da nossa operação em complexos industriais e produtos de valor agregado, localização privilegiada, somados à estratégia de aumentar o volume de gado confinado", afirma Rui Mendonça, CEO da Operação América do Sul da Marfrig.
