Schär Quer Expandir Linha de Produção Nacional
Brasil Saudável sem Glúten


A italiana Schär, fabricante de alimentos sem glúten presente em mais de 70
países, investiu R$ 10 milhões em nova linha de produtos e, mais recentemente,
na compra da marca brasileira Beladri. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro
News, Ticiana Menezes, Diretora de Marketing e Vendas da Dr. Schär, falou sobre
os próximos projetos da empresa. "Para 2019 a Schär vai consolidar a sua
fábrica nacional, aumentando a linha de produtos fabricados no Brasil,
fortalecer a presença no ponto de venda por meio da exposição adequada, além de
trabalhar com o varejo para garantir a disponibilidade e o preço acessível ao
consumidor", revela.
Primeira
Fábrica no Brasil
Presente em mais de 6 mil pontos de venda, a Schär tem hoje um portfólio com 49
SKU's sendo 40 da marca Dr. Schär e 9 com a marca Beladri. No final do ano
passado, a empresa também inaugurou sua primeira fábrica no país, localizada em
Campo Largo, no Paraná. "Com a fábrica, lançamos nossos primeiros pães
nacionais e conseguimos reduzir o custo final ao consumidor em torno de 10%,
além de obter uma distribuição mais efetiva, pois o produto chega muito mais
rápido e fresco ao varejo" comenta Ticiana. Em 2018, foram lançados cerca de 10
produtos, com destaque para o pão francês sem glúten e o pão tradicional,
multigrãos e a farinha multiuso, todos fabricados no país. Com isso, a empresa
cresceu 10% em faturamento.
A
Importância do Trabalho com o Varejo
Com a operação concentrada 95% no varejo e 5% no food service, a Schär entende
que uma das estratégias para alcançar bons resultados está ligada ao trabalho
no PDV. "O nosso grande foco é o ponto de venda no sentido da melhor exposição,
apresentação de produtos e disponibilidade. Hoje, cerca de 60% das pessoas que
consomem produtos sem glúten necessitam de fato daquele produto. Então, é
importante o varejo disponibilizar frequentemente esses itens", comenta Ticiana
Menezes. Segundo ela, ainda existe a visão de que produtos sem glúten é de alto
valor agregado, mas não é verdade. "Essa categoria tem um equilíbrio entre
volume e margem e cresce em torno de 25% ao ano", finaliza.
