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Imagem destaque: Concorrência no delivery vira caso de espionagem entre iFood e plataformas chinesas
Créditos: Reprodução / Estadão

Concorrência no delivery vira caso de espionagem entre iFood e plataformas chinesas

 O mercado de delivery no Brasil, avaliado em R$ 110 bilhões, enfrenta uma disputa intensiva à medida que a concorrência se acirra com a chegada das plataformas chinesas. Neste cenário, acusações de espionagem corporativa e táticas desleais são afirmadas de ambos os lados. Em entrevista ao Financial Times, o CEO do iFood, Diego Barreto, disse ter identificado um 'esforço coordenado' para roubar secretos comerciais e obter vantagens de mercado injustas. Ele também alega que os incidentes começaram por volta do período em que as concorrentes chinesas anunciaram planos de entrar no mercado brasileiro. O país atrai esses investidores por possuir uma população conectada de mais de 200 milhões de pessoas, se tornando um 'campo de batalha' estratégico para a expansão global da China.


Palavras do iFood 

 Consultorias estrangeiras teriam contatado funcionários do iFood pelo LinkedIn em busca de dados privados sobre as operações da empresa. De acordo com Barreto, em alguns casos eram oferecidas centenas de dólares para participar de entrevistas. A empresa afirma ter identificado cerca de 500 abordagens desse tipo. 


Palavras da Keeta

 O CEO da Keeta, Tony Qiu, declarou que a empresa não realiza o tipo de práticas que estão no centro das reclamações do iFood. "Mantemos um padrão muito alto de comportamento ético e legal, então não estamos envolvidos nesse tipo de atividades que eles alegam. E, na verdade, até agora não recebemos nenhuma acusação ou processo de nenhuma empresa", afirmou. Qiu também disse que a Keeta pode ter sido vítima de ações desleais. No dia seguinte ao seu lançamento em Santos, em outubro do ano passado, um grupo de oito a dez pessoas teria visitado vários restaurantes "fingindo ser funcionários da Keeta".


Investimentos no Mercado

 Os investimentos da 99 e da Keeta, que somam R$ 7,6 bilhões, foram celebrados pelo governo brasileiro, que tem buscado uma relação mais próxima com a China. Isso ocorre paralelamente ao investimento do iFood, que totalizou de R$ 17 bilhões nos 12 meses até março. Em 2025, o volume de pedidos feitos por aplicativos de delivery de refeição foi estimado em R$ 110 bilhões, segundo a Abrasel, ante R$ 91 bilhões no ano anterior.

16/03/2026

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