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Seal Avalia Mudanças do Varejo

Transformação Digital

O CEO da Seal, Wagner Bernardes, participou do evento SUPPLY INSIGHTS 2019, que ocorreu em São Paulo, no mês de junho. Em sua palestra, o executivo falou sobre a transformação digital do varejo com a automação de processos. Para ele, essas mudanças devem ser realizadas em fases. Abaixo, leia o conteúdo na íntegra.

1) A transformação digital do varejo já é forte movimento para aumentar eficiência dos processos e produtividade de diversas áreas. Diferentemente da indústria, o que varejo precisa para garantir resultados melhores em sua onda 4.0?
WB: O varejo precisa investir passo a passo, entender o todo mas começar por fases, procurando primeiro as transformações de maior impacto para o negócio.

2) Com a corrida pela incorporação das tecnologias de automação de processos e mensuração de resultados pelos varejistas nos últimos anos, o senhor considera que o setor possui recurso humano habilitado para atender as demandas com soluções tecnológicas?
WB: Acho que o varejo possui sim pessoas com talento, mas que precisam ser treinadas e envolvidas no processo de transformação desde o início.

3) O varejo percebeu que a leitura da execução em loja resgata indicadores antes invisíveis para melhoria do abastecimento da loja, monitoramento do comportamento do shopper, reposição mais eficiente. Porque o varejista ainda é tão resistente em estruturar uma gestão orientada a dados?
WB: Existe ainda alguns paradigmas de que as soluções são caras e complexas, mas na verdade não são mais! Deve-se começar aos poucos, como falei, com a automação de processos de alto impacto, por exemplo monitoramento e reabastecimento de ruptura, e aos poucos ir incrementando outras soluções.

4) Estamos numa curva de ruptura agregada nos últimos 10 anos medida pela Neogrid, que não há tendências de redução nos próximos anos, semantendo a taxa média histórica de 10%. Na sua opinião, quais medidas consistentes serão tomadas pelo varejo para combater as causas raízes da ruptura, reduzindo as perdas de vendas de sua operação?
WB: Não tem outro caminho se não for a utilização de sistemas e tecnologia. Hoje já existem várias soluções dedicadas à isso!

5) Como está o estágio de integração de processos dentro das redes varejistas no Brasil, quando abordamos temas críticos, como, por exemplo, coleta de dados para identificação de produtos, alertas de reposição ou abastecimento, monitoramento das operações, etc.?
WB: Ainda no começo, mas percebemos que esse tema está super em alta e que está definitivamente na agenda do varejista.

6) O objetivo da mensuração hoje no varejo é um desafio gigantesco das operações em loja, impactando pedidos perfeitos (OTIF), giro de estoque, posição do estoque (dias de vendas), etc. É uma questão de cultura organizacional ou está vinculado à capacitação de melhores profissionais da operação?
WB: Acho que um pouco dos dois, mas acredito que estamos numa fase de transição e mudança e isso vai se organizar no mercado.

7) A indústria pode contribuir com a evolução da gestão de supply chain do varejo? Como a indústria poderá contribuir para melhoria da performance de abastecimento, reposição, giro e margem?
WB: Esse é um desafio de todos, e a solução irá beneficiar toda a cadeia. A cadeia perfeita em sincronia é o que todos buscam. Acho que a indústria deve investir junto com o varejista em automação dos processos, mesmo que a solução/automação esteja no varejo.

(Informe Publicitário)

19/07/2019

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