Pesquisa aponta impacto da Lei de rotulagem de alimentos e bebidas na América Latina
Um estudo da Kantar aponta que quanto mais etiquetas de advertência um produto tiver, menos ele será comprado. As informações compiladas mostram que a norma tem mudado o comportamento dos latino-americanos. No Chile, por exemplo, três selos juntos – açúcar, sódio e gordura – levam a uma queda de 70% no volume de vendas. No México, há uma perda de 8% no número de compradores de itens com quatro rótulos. Em toda a América Latina, os refrigerantes light substituíram a fórmula tradicional, com alta de 16% em penetração nos últimos cinco anos – o que significa mais de 5 milhões de domicílios. No Equador, 69% dos consumidores prestam atenção aos rótulos de advertência. No Chile, o número é ainda maior: 74%.
Brasil ainda em regulamentação
O Brasil é o mais novo entre os países latino-americanos que iniciaram o processo de rotulagem. A legislação é de outubro de 2022, mas os produtos sem selo puderam ser vendidos até outubro de 2023. Apenas os fabricados a partir dessa data devem sair da indústria com as etiquetas. “As tendências que detectamos com a experiência na região são comuns entre os países. Sendo assim, podemos acompanhar esse movimento no Brasil também à medida que as ações avançam”, conclui Marcela Botana, Market Development Director Latam da Kantar.
