Projeto da Abad Terá Novidades Neste Semestre
Marketplace no Atacado


Texto: Bruna Soares
Com o objetivo de inserir
o setor atacadista e distribuidor no ambiente online e acelerar sua
modernização, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad)
criou o "Comitê Marketplace". Trata-se de um canal de vendas que conectará indústria,
atacado e pequeno e médio varejo. Com exclusividade ao Jornal Giro News,
Emerson Destro, Presidente do Conselho Deliberativo da Abad, revela que haverá
novidades quanto ao início das operações da plataforma neste primeiro semestre.
"Uma vez definida a estrutura tecnológica e o modelo de negócio, passamos aos
testes, buscamos o envolvimento de nossos parceiros e iniciamos a operação." O
marketplace terá tecnologias como inteligência artificial, cloud computing e
machine learning.
Vendas em Potencial
Segundo Destro, a
digitalização do atacadista distribuidor vem ocorrendo de forma consistente nos
últimos anos, mas de maneira mais lenta nas pequenas e médias empresas, bem
como nos pequenos e médios varejos - que são os principais clientes do setor.
"No segundo semestre, fizemos uma pesquisa que mostrou que 31,97% dos
empresários já utilizam o e-commerce em seus negócios e 19,67% estão em
processo de construção. Contudo, um grande percentual (48,36%) ainda não tem o
recurso. Entre os 31,97% que já atuam com o e-commerce, apenas 33% estão em um
sistema colaborativo de vendas, o marketplace." O levantamento também apontou
que o e-commerce tem uma participação pequena no faturamento das empresas, o
que indica, de acordo com o presidente, um grande potencial de vendas para o
canal.
Perspectivas para o Futuro
"Acreditamos que o
hábito de comprar em estabelecimentos próximos de casa deve permanecer, o que
favorece o pequeno varejo de bairro e, consequentemente, as nossas empesas",
prevê Destro. "Por outro lado, precisamos levar em conta o fim do auxílio
emergencial e o alto desemprego, ambos com impacto significativo na renda das
famílias a partir de 2021. Os esforços extras do setor, no sentido de buscar
eficiência nas operações e suporte adequado ao pequeno varejo, devem
permanecer." Ele ressalta que o desenvolvimento tecnológico deverá continuar a
ser uma busca constante e que a parceria do setor com a indústria é cada vez
mais estratégica. "Precisamos alinhar nossas diretrizes e práticas para
garantir a eficiência e a lucratividade do canal indireto", finaliza.
