Atacado Paulista Elimina 7.803 Empregos Formais
Primeiro Semestre


Segundo dados da
Pesquisa de Emprego no Comércio Atacadista do Estado de São Paulo (PESP
Atacado), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o comércio atacadista do Estado
de São Paulo eliminou 7.803 empregos formais no primeiro semestre do ano,
resultado de 85.659 admissões e 93.462 desligamentos. Foi o maior saldo
negativo já registrado para um primeiro semestre desde 2007 e superior ao visto
no mesmo período de 2015, quando foram extintos 6.379 postos de trabalho. Em
junho foram fechados 1.199 postos formais no atacado paulista, saldo de 14.164
funcionários admitidos e 15.363 desligados. Com isso, o setor atacadista de São
Paulo soma o 10º mês consecutivo de eliminação de empregos com carteira
assinada.
Pior Desempenho foi
Visto em Eletrônicos e Equipamentos de Uso Pessoal
Entre as dez atividades
pesquisadas em junho, apenas o segmento de produtos farmacêuticos e higiene
pessoal (0,4%) apresentou crescimento no estoque de empregos na comparação com
o mesmo mês de 2015. Os piores desempenhos foram vistos em eletrônicos e
equipamentos de uso pessoal (-9,1%); tecidos, vestuário e calçados (-7,1%) e
máquinas de uso comercial e industrial (-7%). De acordo com a assessoria
econômica da FecomercioSP, a queda nas receitas das vendas do varejo e o quadro
praticamente inalterado das condições atuais da economia, mais precisamente do
consumo das famílias, impactaram diretamente sobre o setor atacadista no
primeiro semestre do ano.
Crise Econômica Afetou o Setor
A Entidade chama a
atenção para dois pontos: houve desaceleração do saldo negativo do setor no
comparativo anual, o que permitiu melhora na variação negativa da contraposição
do estoque ativo de trabalhadores do setor, para -3,7% ante os 3,9% observados
em maio; e tanto no atacado como no varejo, apenas o segmento farmacêutico
apresentou geração de vagas, seja em junho, no semestre ou no acumulado dos
doze meses. A Federação conclui que, assim como no varejo, a melhoria das
expectativas, aliada à inflação futura mais baixa e que dá espaço para queda de
juros, pode aos poucos reaquecer o consumo, as vendas, os investimentos e a
geração de empregos. É um movimento que começa nas famílias, passa pelo varejo
e atinge o atacado. Segundo a FecomercioSP, esse é um processo lento,
dependente de expectativas melhores e mais consolidadas e da própria política
econômica governamental, já que tal caminho passa diretamente pela confiança
dos agentes na capacidade da equipe econômica em trazer estabilidade
macroeconômica e crescimento.