Estudo da Liga Ventures aponta investimento de R$ 1,5 bilhão no setor de retailtechs
A Liga Ventures, consultech de inovação e transformação baseada em tecnologia, realizou um estudo que mostra a evolução das retailtechs no Brasil. Em relação a investimentos, o relatório apontou que 25 deals foram realizados no setor, que captaram R$ 1,5 bilhão em investimentos em 2024. Ao todo, 507 startups foram mapeadas e cerca de 17% delas foram criadas entre 2021 e junho de 2025. Já as principais categorias de retailtechs ativas fundadas de 2020 a 2025 foram análise de dados (9%), comunicação e relacionamento com o cliente (9%), operações de vendas (7%), criação/personalização de e-commerce (7%) e sustentabilidade (7%).
O levantamento também aponta que 138 startups aplicam inteligência artificial em suas soluções com aplicações como: análise preditiva de demandas, gestão de estoque, otimização de processos de compra, hiper personalização da jornada do cliente, chatbot, atendimento virtual e precificação inteligente. Segundo Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures, há um movimento relevante das empresas em busca de maior eficiência na aquisição e retenção de clientes, além da pressão contínua por margens melhores. "É justamente nesse contexto que temas como hiperpersonalização e inteligência artificial generativa começam a ganhar ainda mais espaço, abrindo novas avenidas de crescimento e inovação para as retailtechs brasileiras”, analisa.
Distribuição de startups ativas pelos estados
No primeiro lugar do ranking está São Paulo (48%), seguido por Santa Catarina (12%), Minas Gerais (9%), Paraná (8%), Rio de Janeiro (6%), Rio Grande do Sul (5%), Espírito Santo (2%), Pernambuco (2%), Bahia (1%) e Ceará (1%). Outro dado se refere à análise da maturidade das retailtechs: 47% são emergentes, 20% estão estáveis, 19% são nascentes e 14% delas disruptoras.
Tecnologias mais aplicadas
Destacam-se API (39%), Data Analytics (32%), Inteligência Artificial (IA) (28%), Big Data (22%) e Dashboard (21%). Já referente ao público-alvo, o estudo mostra que 83% das startups têm como foco o mercado B2B. O estudo foi feito através de dados da ferramenta Startup Scanner, plataforma criada pela Liga Ventures que acompanha startups do Brasil e América Latina.
