Especialistas Discutem Boas Práticas nos Shoppings
18º Backstage do Varejo


Na
última quinta-feira (23), aconteceu o do 18º Backstage do Varejo, no auditório
do Hotel Renaissance, em São Paulo. Promovido pela Abiesv,
Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo, o
evento reuniuGlauco Humai,presidente da Abrasce (Associação Brasileira de Shoppings
Centers); Maria Cristina Franco, presidente da ABF (Associação Brasileira de
Franchising), representantes de shoppings centers, franquias e da cadeia do
varejo. Sob o tema "Boas práticas na operação dos shoppings centers que podem
inspirar o varejo", debates e palestras proporcionaram a troca de conhecimento
técnico e de gestão.
Iluminação e Design
Júlio
Takano, presidente da Abiesv, defendeu a importância da gestão de categoria nos
pontos de venda, dando como exemplo a iluminação interna das lojas: "é preciso
ir além de uma boa iluminação, pois se os produtos são ruins, eles terão
destaque e as vendas vão cair. Essa mudança deve ser integrada ao design da
loja e à qualidade dos produtos para se obter um posicionamento estratégico da
marca", explica Takano, complementando que "na avaliação de eficiência no
varejo, cada detalhe conta". A palavra de ordem, diz, é integração. Ainda
segundo Takano, inovação é um novo ativo do setor que, como ocorreu com
qualidade, virará commodity.
Busca pela Eficiência
Glauco
Humai, da Abrasce, lembrou que há dois aspectos a considerar para se ter
sucesso na busca pela eficiência e resultados: "fazer a gestão da operação e
atrair o público". Energia e segurança são dois indicadores de eficiência nos
shoppings, disse Humai. Ele também defendeu que a relação dos shoppings com os
lojistas deve ser simbiótica: "precisamos estar em sintonia, se o shopping não
oferece bons serviços, como em limpeza e iluminação, o consumidor não vai; e se
a loja não oferece uma vitrine legal, uma experiência em consumo, não vende".
Atitudes para sair da Crise
Maria
Cristina Franco, da ABF, chamou a atenção durante o debate para os quesitos
educação e motivação. Essas são atitudes que ajudam a sair da crise,
considerando que "o consumidor das lojas que fecham, vão comprar em outras.
Logo, se existem pessoas para consumir, temos que despertar esse público".
Paralelamente, explicou a presidente da ABF, toda a cadeia de fornecedores de
franquias busca redução de custos, para que, também ganhando, possa garantir
sua rentabilidade.