O que Esperar do Mercado de E-commerce no Pós-Pandemia?
*Por Leo Frade
Diversas
pesquisas também mostram que o interesse pelas compras online deve
continuar em alta ao final deste período. Por isso, optar por lojas
virtuais ao invés das tradicionais lojas físicas poderá ser um movimento
cada vez mais natural por parte dos consumidores. E, enquanto
empreendedores do setor, é melhor estarmos preparados.
Durante
os dias 1 e 4 de novembro, tive o privilégio de participar do Web
Summit 2021, o maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que
acontece em Lisboa, Portugal. Durante as palestras, pude observar
algumas tendências não só para 2022, mas também para o futuro em médio e
longo prazo no mercado de e-commerce. O que ficou mais claro por lá é o
quanto as coisas estão acontecendo muito rápido em tecnologia e em
mercado. A pandemia acelerou as mudanças que já estavam acontecendo de
forma rápida nos últimos anos, e as catalisou ainda mais.
Pensando em tudo o que pude presenciar por lá e em minha vivência no mercado de varejo digital, listei 3 fatores que podemos esperar do mercado brasileiro de e-commerce no pós-pandemia:
A pandemia acelerou as transformações:
Essa
velocidade que as evoluções tecnológicas adquiriram com a pandemia é um
caminho sem volta, isto é, uma vez adquirido esse ritmo acelerado, será
difícil perder essa frequência de transformações. Isso vai gerar um
impacto absurdo às organizações, porque elas não conseguirão mais estar up to date
sozinhas. As empresas vão cada vez mais precisar de paralelizar seus
avanços, cadenciando esforços internos (voltados a inovações do seu core
business que estarão a frente do tempo), conciliados com a ajuda de
parceiros focados em determinadas tecnologias, que agregarão soluções de
mercado a ponto de gerar atalhos de evolução para o negócio,
acompanhando o ritmo que o mundo está mudando.
Sem barreiras: o aumento da disponibilidade de profissionais:
Com isso, ter ferramentas que fazem com que as pessoas foquem nas capacidades mais humanas e criativas delas e que os processos manuais e robóticos que a gente acaba fazendo hoje, passem a ser feitos por soluções tecnológicas é uma tendência muito forte.
O e-commerce nunca mais será o mesmo
O
ano de 2020 foi transformador para o e-commerce no Brasil. O contexto
pandêmico deixou o cenário propício para que o consumo via lojas
virtuais aumentasse significativamente. Aqueles que nunca pensaram em
fazer compras online, começaram a criar esse hábito e quem já era
consumidor de e-commerces, passou a realizar ainda mais compras via
internet.Mas,
com a reabertura total das lojas físicas e fim das restrições, a
tendência é que haja uma queda nas compras online, certo? Não é bem por
aí. Aqueles que, com a retomada comercial, enxergam o e-commerce como
uma ferramenta secundária, provavelmente vão ficar em desvantagem nessa
corrida.
E, conforme dito anteriormente, é difícil acompanhar a velocidade das transformações e as empresas vão precisar de verdadeiros ecossistemas para ajudar a resolver todos os desafios que irão surgir. Vamos juntos nesta jornada!
*Leo Frade é cofundador e CEO da aftersale
19/01/2022
