5 Tendências do E-commerce Para o Segundo Semestre
*Por Fábio Pereira
O
ano de 2020 foi desafiador para muitos, mas mesmo em meio à pandemia as vendas
on-line no Brasil cresceram quase 74%. Destacaram-se as categorias equipamentos
e materiais para escritório e informática, que representaram 42% do total de
vendas, seguidas por móveis e eletrodomésticos, com 26%, e vestuário em
terceiro, com 12%, de acordo com dados divulgados pela ABComm e
Compre&Confie.
Esses
números são resultado do isolamento social e de as empresas terem adaptado suas
vendas ao "novo ambiente". Desde o início da pandemia, mais de 135 mil lojas
iniciaram as vendas pelo e-commerce para se manterem no mercado. Mas o que
podemos esperar para 2021? O cenário vai mudar? Ao que tudo indica, o comércio
eletrônico só tende a crescer! Destacamos aqui cinco tendências que estão
previstas para este ano.
1. Voice
Commerce (comércio por voz): quem nunca pediu a seu
assistente virtual que marcasse um item na lista de compras do mercado? E
se fosse possível comprar apenas conversando com o seu aparelho celular,
com a Alexa ou o Google Home? Isso já é realidade e se tornará cada vez
mais comum. Nos Estados Unidos, um em cada quatro usuários, no mínimo,
compraram via comando de voz, de acordo com uma pesquisa realizada pelo
eMarketer.
2. Omnichannel:
ao expandir o conceito de multicanal, chegamos ao omnichannel, por meio
do qual o consumidor não sente diferença entre os canais de venda,
suprindo suas necessidades, independentemente de onde, quando ou por qual
meio. É necessário criar uma percepção positiva da experiência do usuário,
colocando o consumidor como foco das atenções.
3. Concentração
do mercado: apenas 17 empresas
representam 85% do comércio eletrônico no Brasil (SEMrush, 2020). A
capacidade de investimento, o conhecimento acumulado ao longo dos anos de
existência e a economia de escala diminuindo os custos tornam a competição
com as grandes empresas quase impossível hoje em dia, mas, focando seu
negócio em algum segmento específico, você terá proximidade com o seu
cliente (fidelizando e gerando recorrência) e com isso sua margem de lucro
pode aumentar. Lojas de nicho continuarão existindo em conjunto com os
grandes players,
atendendo a seus consumidores de forma mais próxima.
4. Pagamentos
digitais: este ponto está diretamente
ligado ao comércio eletrônico, pois sem ele a compra não acontece. É
importante que o lojista se atente aos meios de pagamento, uma vez que a
diversificação de métodos evita o abandono de carrinho. Algumas
modalidades de pagamento em alta são carteiras digitais, pagamento por
aproximação, QR Code e PIX. Nos três primeiros meses de 2020, houve
aumento de 36% nas compras por aproximação. Existem, ainda, diversos
programas de cashback, em
que o usuário se cadastra e recebe um percentual de volta em sua conta).
5. Inteligência
artificial no e-commerce: com vitrines de recomendação
personalizada para cada usuário com base no histórico de busca e pesquisa.
Além disso, os chatbots
de atendimento, como a Lu da Magazine Luiza e Bia do Bradesco, estão
sempre aprimorando e entregando resultados "humanos" de interação com o
cliente - assim trazem agilidade e eficiência na resolução de problemas
que o consumidor pode ter.
É
imprescindível que os lojistas que queiram se manter no novo ambiente se
adaptem às novas práticas de mercado e saibam se atualizar constantemente.
Acredito que os pontos destacados neste artigo são um bom ponto de partida e
gerem bons insights a todos!
*Fábio Pereirafaz parte da
Diretoria de Varejo da ABCOMM.
