Vendas Caem 1% em Maio
Varejo Brasileiro


Segundo dados do IBGE divulgados hoje
(12), as vendas do comércio varejista em maio tiveram queda, em volume, de 1%
na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais (como
o número de dias úteis). Foi o pior desempenho para um mês de maio desde o
início da série histórica, em janeiro de 2000. O setor havia registrado alta de
0,5% no mês anterior, puxado por supermercados. Nesta mesma comparação, a
variação da receita nominal permaneceu praticamente estável (-0,1%), evidenciando
uma compensação pela elevação de preços em curso. Quanto à média móvel
trimestral, o volume de vendas voltou a registrar variação negativa de 0,5%,
enquanto a receita nominal apresentou certa estabilidade (0,2%).
Seis
Atividades no Varejo Apresentaram Queda
A queda no volume das vendas no varejo,
na passagem de abril para maio (-1,0%), na série com ajuste sazonal, foi
acompanhada por seis das oito atividades que compõem o comércio varejista, com
destaque para os recuos em artigos de uso pessoal e doméstico (-2,4%) e
Móveis e eletrodomésticos (-1,3%). Outras contribuições negativas relevantes foram nos segmentos de farmacêuticos,
médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,8%) e Combustíveis e
lubrificantes (-0,4%). Por outro lado, vale citar a estabilidade
nas vendas em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios,
bebidas e fumo (0,0%),
Comércio
Varejista Ampliado Acumulou Perda de 3,1%
O Comércio Varejista Ampliado, que
inclui além do varejo as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de
Material de construção, permaneceu em queda sobre o mês imediatamente anterior
(-0,4%) pelo terceiro mês consecutivo, na série com ajuste sazonal, período que
acumulou uma perda 3,1%. No caso da receita nominal a variação foi de 0,6%,
voltando a ser positiva após duas quedas consecutivas. Em relação a maio de
2016, foram registradas variações de -10,2%, para o volume de vendas, e de
-2,1%, na receita nominal de vendas. Para os resultados acumulados, as taxas
foram de -9,5%, no ano, e de -9,7%, nos últimos 12 meses, para o volume de
vendas, e de -0,9% e -1,8%, para a receita nominal.