Mercado de Tablets Cai 8% no 1º Trimestre
Setor em Queda Desde 2015

Omercado brasileiro de tablets atingiu a marca de 770 mil equipamentos vendidos no primeiro trimestre de 2017, queda de 8% na comparação anual e deve se estabilizar nos próximos meses após dois anos seguidos de quedas expressivas
no primeiro trimestre, com 1,7 milhão (20% menos) de unidades comercializadas
em 2015 e 836 mil (53% menos) em 2016. É o que
aponta o estudo IDC Brazil Tablets Tracker, realizado pela IDC Brasil, especialista
em inteligência de mercado. Durante os primeiros três meses de 2017, a receita
total do mercado foi de R$ 370 milhões, 28% a menos que em 2016. "Nos últimos
dois anos, o mercado de tablets caiu principalmente por conta da alta do dólar,
do crescimento dos smartphones com telas maiores e da saída de muitos
fabricantes do país. No primeiro trimestre deste ano, notamos um mercado mais
estabilizado, com empresas atendendo bem a demanda que existe no setor
infantil, por exemplo. Por isso, a queda foi bem menor do que a dos anos
anteriores", avalia Wellington La Falce, analista de mercado da IDC Brasil.
Preços dos Tablets Diminuíram
como Estratégia
Já a queda na receita se deve a um fato
específico: os fabricantes adotaram uma nova estratégia para alavancar as
vendas e diminuíram os valores dos produtos porque o primeiro trimestre costuma
ser bem fraco para o segmento de tablets. "O tíquete médio dos tablets no
primeiro trimestre de 2016 era de R$ 615 e, em 2017, passou para R$ 485",
exemplifica La Falce. Para a IDC, ao longo do ano de 2017 devem ser comercializados
3,7 milhões de dispositivos, ou seja, 7% a menos do que em 2016. "A tendência é
de que o mercado se estabilize e volte a apresentar números positivos no
segundo semestre, com a chegada de datas importantes para o segmento como Dia
das Crianças, Black Friday e Natal", conclui.