Cash & Carry é Destaque em Ranking do Varejo
Ranking 2016



Segundo
o Ranking NOVAREJO Brasileiro 2016, do Centro de Inteligência Padrão (CIP), em parceria
com a Serasa e apoio acadêmico do Insper, o cash & carry ganhou destaque ao longo
de 2015 pelo seu impressionante crescimento de 18,2%, ante um período de grave
crise. O segmento se valeu das oportunidades que surgiram em um ano que o poder
de compra derreteu e a inflação galgou patamares elevados. Ao oferecer produtos
por preços inferiores àqueles praticados normalmente em super e hipermercados
justamente pelo modo como são comercializados, o formato atraiu consumidores
que estavam preocupados em reduzir gastos sem necessariamente renunciar a
alguns produtos de suas cestas de compras. A expansão de 11,8% do número de
lojas ilustra como o segmento aproveitou a oportunidade para crescer em um ano
de queda livre na economia.
Posição por Segmento
Livrarias
e Papelarias: apresentaram a segunda maior taxa de crescimento do faturamento líquido
entre os segmentos contemplados no ranking: 14,7%. O setor pode ter se
beneficiado da redução do número de lojas (que caiu 2,8% em 2015), elevando sua
rentabilidade por loja.
Redes
Alimentícias e Fast-Food: cresceu 14,6% em termos de faturamento líquido.
Apesar da queda do movimento apurada por empresários em suas redes, o segmento
se beneficia do modelo de franquias, que tem atraído a atenção daqueles que
procuram iniciar um empreendimento. Isso pode ser ilustrado com a expansão de
20,7% no número de lojas em 2015.
Super
e Hipermercados: compõem quase 50% do ranking geral dos 300 maiores grupos do
País e cresceram 10,6% em termos de faturamento líquido em 2015. O número de
lojas cresceu 4,8%.
Outros segmentos como Óticas, Farmácias, Cosméticos e Perfumaria, Casa e
Decoração e Calçados tiveram crescimento médio do faturamento líquido superior
ao averiguado para as 300 empresas contempladas no ranking geral (9,2%).
E-Commerce:
cresceu abaixo da média geral, registrando uma taxa média de crescimento do
faturamento de 5,5%. Como apurado na edição passada do Ranking NOVAREJO Brasileiro,
ainda que as empresas do segmento tenham potencial para crescimento acelerado,
poucas são lucrativas e conseguem operar no azul.
Materiais
de Construção, Vestuário e Lojas de Departamento e de Eletroeletrônicos e
Móveis: apresentaram queda do faturamento médio entre 2014 e 2015 (-1,1%, -1,7%
e -6,1%, respectivamente). Como são segmentos intensivos em crédito, sobretudo
o primeiro e o terceiro, a queda do rendimento, o aumento do desemprego e das
taxas de juros à pessoa física (portanto, encarecimento das linhas de crédito)
afetaram profundamente os resultados das principais empresas dos três segmentos.