Faturamento do Setor de Serviços Encolhe R$ 5 Bi
Primeiro Semestre


Segundo
dados do indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
(FecomercioSP), o crescente desemprego, a inflação alta e as indefinições
políticas ajudaram a rebaixar o faturamento real do setor de serviços da cidade
de São Paulo no primeiro semestre de 2016. Em junho, o faturamento real do
setor atingiu R$ 21,3 bilhões, recuo de 3% em relação ao mesmo período do ano
passado, a 14ª queda consecutiva nessa base de comparação. O valor é R$ 658,5
milhões inferior ao registrado em junho de 2015. No acumulado dos seis
primeiros meses do ano, houve recuo de 3,7% nas receitas, o que representa uma
redução de R$ 5 bilhões em comparação ao registrado no mesmo período do ano
passado.
Dez
Atividades Apresentaram Queda de Receita
Das 13 atividades que compõem a
pesquisa, dez apresentaram queda de receita em junho no comparativo com o mesmo
período de 2015. As maiores retrações foram vistas nas atividades de construção
civil (-35,1%); técnico-científico (-16,8%); mercadologia e comunicação
(-12,4%); representação (-11,8%); e outros serviços (-10,2%). Juntos, todos
esses itens colaboraram para uma redução do índice geral em 3,3 pontos
porcentuais. Em contrapartida, os resultados positivos mais expressivos foram
registrados pelas atividades de saúde (23,9%) e turismo, hospedagem, eventos e
assemelhados (10%), que no seu conjunto pressionaram positivamente o índice
geral com 2,1 pontos porcentuais.
Agentes
Econômicos Indicam que 2017 será Melhor
A Federação afirma que, apesar dos
indicadores da atividade econômica ainda serem negativos, a confiança das
famílias e dos empresários vêm se recuperando nos últimos três meses. A FecomercioSP ressalta que os indicadores de
confiança são antecedentes de comportamento dos agentes econômicos: funcionaram
na antecipação da crise, e indicam que 2017 será um ano melhor. De acordo com a
Entidade, é evidente que os piores momentos estão sendo deixados para trás e o
Brasil pode, de fato, vivenciar um período de retomada no final do segundo
semestre e início do próximo ano. A expectativa da FecomercioSP é
de que o ano se encerre com um faturamento real negativo em torno de 3,5%,
ligeiramente maior do que o registrado no ano passado (-2,8%).