Exportação de Vinho Brasileiro Cresce 33%
Primeiro Semestre


Com US$ 2,2 milhões exportados em vinhos
e espumantes nos primeiros seis meses do ano, o setor vitivinícola brasileiro
ampliou em 33,27% o desempenho registrado no mesmo período de 2015. Em volume,
as vendas para o Exterior cresceram 26% com a remessa de 835,5 mil litros. O
setor também verificou uma melhora no valor médio por litro, passando de US$
2,51 para US$ 2,65. Os dados foram apurados pelo Wines of Brasil, projeto
realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a
Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)
para promoção no mercado internacional.
Visibilidade
do País nas Olimpíadas Contribuiu para a Alta
Segundo o presidente do Ibravin, Dirceu
Scottá, a visibilidade dada ao País por sediar as Olimpíadas contribuiu para
fortalecer a imagem dos produtos brasileiros. O presidente avalia ainda que,
além da exposição em função dos jogos, o crédito do resultado obtido na
primeira metade do ano se deve a uma soma de fatores, como o ajuste na
estratégia de parceria comercial e ações promocionais no mercado norte
americano, a retomada nas vendas no Reino Unido após o fim dos estoques
acumulados no período pós-Copa do Mundo, e ao amadurecimento na atuação de
mercados tradicionais, como o Paraguai, pelas vinícolas exportadoras. "As
vinícolas hoje estão com distribuidores mais alinhados ao perfil de produto
brasileiro. Com isso, passaram a ter mais relevância dentro do portfólio que é
trabalhado no Exterior", complementa Scottá.
Reino
Unido Obteve Maior Exportação
No primeiro semestre, os vinhos
brasileiros foram exportados por 17 vinícolas para 28 países. Entre os
mercados-alvo do Wines of Brasil, o destaque foi o Reino Unido, que
praticamente triplicou o volume adquirido, passando de 29,7 mil litros para
83,3 mil litros. Nos Estados Unidos, o incremento foi de 23% em volume,
saltando de 117,5 mil litros para 144,7 mil litros. Entretanto, em valor, as
exportações cresceram 42%, atingindo US$ 444,6 mil. Para o próximo semestre,
tendo em vista os negócios sinalizados pelas vinícolas exportadoras, a
tendência é de que o desempenho se mantenha nesse patamar. "O resultado das
exportações ainda é pequeno, mas extremamente importante para a construção de
parcerias mais sólidas no mercado internacional e para o posicionamento do
Brasil como produtor mundial de vinhos de qualidade", conclui Scottá.