Confiança das MPEs Cresce 12,2% em Agosto
Indicador em Alta


O Indicador de Confiança da Micro e
Pequena Empresa (ICMPE) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC
Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) cresceu
12,2% em agosto na comparação com julho deste ano, alcançando 50,17 pontos na
escala. Trata-se do quarto mês consecutivo que o indicador apresenta uma
melhora em relação ao mês anterior. Além disso, foi a primeira vez desde maio
de 2015, início da série histórica, que o indicador superou o nível neutro de
50 pontos - o termômetro do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto
mais próximo de 100, mais confiantes estão os empresários.
Indicador
de Condições Gerais Cresce para 31,58 Pontos
O Indicador de Condições Gerais, que
avalia a percepção do micro e pequeno empresariado sobre o desempenho de suas
empresas e da economia brasileira nos últimos seis meses, também reagiu,
passando de 25,53 pontos em julho para 31,58 pontos na escala no último mês de
agosto. Apesar do número persistir abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que
significa que para a maioria dos micro e pequenos empresários a situação
econômica do país e de suas empresas apresentou piora nos últimos meses, o
índice verificado em agosto é o maior em 15 meses de série histórica. Em termos
percentuais, sete em cada dez (71,25%) micro e pequenos empresários consideram
que a economia piorou nos últimos seis meses - número expressivo, porém o menor
desde o início da série. Com percepção oposta, 11,13% consideram ter havido
melhora.
Expectativas
Têm Melhora no Resultado em 15 Meses
Mesmo com um retrospecto pessimista, os
micro e pequenos varejistas e prestadores de serviços nutrem alguma esperança
com relação ao futuro. Exemplo disso é que o Indicador de Expectativas avançou
de 59,11 pontos em julho para 64,11 pontos em agosto - novamente o resultado
mais expressivo em 15 meses de série histórica e acima do nível neutro de 50
pontos. De acordo com o levantamento, mais da metade (52,5%) dos micro e
pequenos empresários manifestaram otimismo com os próximos seis meses da
economia - os pessimistas representam apenas 18,75%. Quando levada em
consideração apenas as expectativas sobre o seu próprio negócio, a proporção de
otimistas sobe para 64,4%, puxando o percentual de pessimistas para apenas
9,75%. Para efeito de comparação, em junho de 2015, a proporção de empresários
pessimistas com os rumos de seu negócio era de 31,4%.