Estudo Revela Força do Varejo Regional
Dados Inéditos


Estudo
realizado pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), com o apoio
técnico da KPMG, BTR e Varese revela importância de redes regionais e o esforço
dos varejistas para manterem suas operações lucrativas diante da situação
econômica do País. Do estudo também deriva o Ranking SBVC do Varejo 2016, que
este ano lista as 300 maiores redes de varejo do Brasil. Em sua segunda edição,
o levantamento revelou não só faturamento, número de unidades e área de
atuação, como dados primários do varejo familiar e regional, que revelaram o
bom desempenho dessas empresas e sua relevância dentro do mercado.
Maior Grupo de Varejo
do Brasil é o Grupo Pão de Açúcar
A
soma do faturamento das "top 300" é de R$ R$ 531 trilhões, o que representa
23,62% do total do varejo nacional de bens e consumo (exceto automóveis e
combustíveis), de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística). O maior grupo de varejo do Brasil é o Grupo Pão de Açúcar com
faturamento de R$65.45bi, 2.181 lojas e 146.000 funcionários. 29 das 300 empresas
listadas são de capital aberto e 55 já possuem conselho de administração. 43
das 300 maiores varejistas são redes de franquias e 29 já tem controle
estrangeiro do seu capital.
Andorinha
Supermercados Fatura R$ 446 milhões por Loja
A SBVC conseguiu levantar informações que mostram a
boa produtividade e crescimento de empresas que raramente aparecem no mercado,
como é o caso do Andorinha Supermercados, empresa da região norte de São Paulo
com um faturamento médio anual de R$ 446 milhões por loja, a maior média
(faturamento/loja) do Brasil. "O impacto da crise foi muito maior nas pequenas
e médias empresas, porém com o novo formato de análise e coleta, conseguimos
destacar a importância das empresas que se mantiveram familiares e possuem
liderança em suas regiões", comenta Eduardo Terra, presidente da Sociedade
Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) e idealizador do Ranking.
Varejista Passou
a Entender Necessidade de Mudança
Outra
constatação do estudo é que as redes varejistas mexeram rapidamente em seus
processos para se adequarem a queda do consumo. Segundo Alberto Serrentino,
fundador e vice-presidente da Varese Retail e conselheiro da SBVC, no último
ano, o varejista olhou para os processos e entendeu a necessidade de mudança. "Ao contrário do que muito se fala o mercado não está parado. O varejo fez a
lição de casa, acelerando ajustes para limpar os excessos e aumentar a
produtividade. Nos últimos dois anos, os varejistas adotaram medidas que
dificilmente seriam tomadas em dez anos de expansão", explica. "Vale um
destaque para a operação de redes médias e regionais com uma gestão mais
simples que permite maior velocidade de adaptação as demandas do mercado. O
estudo mostrou que quanto mais complexa a operação mais difícil de mantê-la
produtiva, principalmente em períodos de incertezas econômicas", completa Terra.