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Alimentos Perdem Fôlego e IPCA Desacelera Alta

Dados de Agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,44% em agosto, após subir 0,52% em julho, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas apesar da folga na comparação mensal, essa é a taxa mais alta para meses de agosto desde 2007, quando o IPCA subiu 0,47%. Além disso, a alta acumulada em 12 meses até agosto aumentou para 8,97%, contra 8,74% no período até julho, muito acima do teto da meta --de 4,5% pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos. O resultado de agosto se deveu principalmente ao grupo Alimentação e Bebidas, cujos preços subiram 0,30% no mês passado, após alta de 1,32% em julho.

Feijão-carioca Caiu 5,60% e Ajudou no Alívio dos Preços de Alimentos
O feijão-carioca, que exerceu forte pressão nos últimos meses, caiu 5,60% e ajudou no alívio dos preços de alimentos. Ainda assim, acumula no ano alta de 136,57%, segundo o IBGE. Artigos de Residência, com alta de 0,36%; Transportes, com avanço de 0,27%; e Comunicação com recuo de 0,02%, também apresentaram desaceleração em agosto. Na outra ponta, os grupos Educação e Despesas Pessoais, com altas de respectivamente de 0,99 e 0,96%, apresentaram as taxas mais elevadas no mês. Na semana passada, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano --mesmo patamar há mais de um ano-- e todos os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) mostraram satisfação com o progresso nas perspectivas de desinflação.

09/09/2016

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Escrito por Débora

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