Varejistas Apostam na Recuperação da Economia
Cenário Otimista

O Serviço de Proteção ao Crédito - SPC Brasil, em parceria
com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas - CNDL, realizou uma
pesquisa com empresários do varejo e prestadores de serviços das 27 capitais e
do interior do Brasil. O estudo mostra que parte dos entrevistados está
otimista com relação às expectativas para 2017: para 58,4% a economia será
melhor neste ano do que em 2016, no entanto, ainda há 36,7% que temem que o
país não consiga sair da crise. Para superar os problemas econômicos do país em
2017, 28,7% das empresas pretendem pagar mais coisas à vista, 25,5% farão
pesquisas de preço e 24,1% irão negociar e pedir mais descontos na hora das
compras.
Cenário
Otimista
Em relação à própria empresa, 58,4% dos entrevistados estão dispostos a
concretizar seus projetos e 27,4% estão sem expectativas, positivas ou
negativas. Há ainda 8,8% que se dizem desanimados com tudo. Para 2017, 29,1%
dos empresários afirmam não ter algum projeto específico, mas têm a esperança
de que coisas boas acontecerão. Cerca de 27,6% pretendem ampliar o negócio e
20,9% lançar novos produtos ou serviços.
Expectativas e Soluções
Na lista dos problemas mais
importantes para serem resolvidos em 2017 na opinião dos empresários se
destacam:crise econômica (61,9%), corrupção (60,5%), violência (51,6%) e
inflação (47,8%). Os receosos, além de temer que o país não consiga sair da
crise em 2017, receiam ter que fechar a empresa (18,6%), ser vítima de algum
tipo de violência (15,6%) e não conseguir pagar as dívidas (13,5%). Para Honório
Pinheiro, presidente da CNDL, é importante ter em vista que a superação do
quadro econômico será um processo lento, mesmo que o cenário seja otimista. "Isso, no entanto, não significa que ninguém possa crescer. Há empresas que
mesmo na crise conseguem avançar. Isso depende fundamentalmente do setor, mas
também de atitudes que podem estar ao alcance do empresário. O momento exige
que todas as decisões tomadas no âmbito da empresa sejam muito informadas, com
a devida avaliação dos riscos envolvidos", afirma Pinheiro.