Mobilidade elétrica começa a ganhar espaço no varejo
Caminho Sem Volta
Desde o
abastecimento das lojas até a entrega na casa do consumidor, a mobilidade
elétrica tem avançado no varejo, aliada à crescente atenção que o setor passou
a direcionar à agenda ESG (Environmental, Social and Governance). "Hoje, quase
todas as empresas têm veículos elétricos nas suas entregas, como Americanas,
Mercado Livre, Coca-Cola, Nestlé, O Boticário, Ambev...", comenta Adriano
Rufino, CEO da Ideia5 - agência de publicidade focada em mobilidade elétrica -
e Diretor de Mobilidade Urbana da Associação Brasileira de Veículos Elétricos
(ABVE), em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. "Dentro dessa implantação
de ecopontos, temos inclusive em supermercados e outros segmentos de varejo",
acrescenta Fabiana Ribeiro, CMO da Ideia5.
Benefícios e Desafios
Segundo o executivo, a
implementação desses veículos nas frotas das empresas gera benefícios como
isenção de rodízio de veículos e de IPVA, redução da emissão de CO2 e geração de
crédito de carbono, além de diminuição de cargas tributárias e de manutenção.
"Já os desafios são de infraestrutura, que deve aumentar conforme a frota seja
ampliada. Mas é um desafio que já aconteceu no passado e a infraestrutura foi
acontecendo", explica Adriano. Com as mudanças de comportamento dos
consumidores, a sustentabilidade passa a ser um pilar cada vez mais avaliado na
relação com as empresas. "Agora, elas têm uma pauta muito forte de ESG para
defender. As empresas que não se adequarem na mobilidade elétrica vão ficar
fora do mercado", reforça a CMO.
Mudança em Toda a Sociedade
Esse movimento reflete o
crescimento exponencial da mobilidade elétrica no Brasil. De acordo com o CEO, opaís tem 45 milhões
de veículos e 21 mil elétricos vendidos esse ano. Apesar de tímido, o
número tem aumentado significativamente nos últimos anos, considerando que
entre 2019 e 2020, eram 800 veículos elétricos. "Em 2021 e 2022, na época da
pandemia, esse número multiplicou por 10, para 8 mil carros elétricos. E 2022
para 2023, já movimentou 45 mil veículos. Em quatro meses de 2023, estamos
falando de mais 21 mil veículos. No total, entre híbridos e elétricos,
teremos 820 mil veículos vendidos", detalha. "Hoje, a gente já
consegue andar de patinete elétrico, pegar uma bicicleta e, na sequência, um
Uber. Então unimos o last mile com vários modais. Estamos vivenciando a
disrupção da mobilidade. O carro a combustão está com os dias contados. Não tem
mais volta", finaliza Adriano.
