Os Novos Hábitos no Consumo de Bebidas
"Bar em Casa"


O atual cenário econômico afetou a
forma e gastar dos consumidores em todos os segmentos, inclusive o de bebidas.
Entre as alternativas apontadas em recente estudo da Nielsen aponta que 60% das
categorias não-alcoólicas crescem por embalagens econômicas e 37% apresentam
Trade Down, quando o consumidor opta pelas marcas mais baratas. Além disso,
reduzir gastos fora do lar, diversificar canais de compra com melhor custo
benefício, diminuir idas ao ponto de venda, também está entre as saídas. Com
base nesse comportamento, a Nielsen apresenta quatro fatores essenciais sobre o
comportamento do consumidor que afetam o mercado de Bebidas no curto e médio
prazo: Preço, Economia, Troca de Produtos e Saudabilidade.
Os Quatro Fatores:
1º PREÇO ESTÁ NO CENTRO DE SEU
PLANEJAMENTO: Com o consumidor buscando economia, a indústria reage executando
promoções para se destacar nas prateleiras. Ações temporárias de redução de
preço tornam-se boas alternativas para o aumento no consumo de bebidas. Segundo
a Nielsen, em 90% das categorias de bebidas, a importância dos descontos
aumentou, chegando a representar mais de 40% de todo o volume vendido no Grande
Varejo com cerveja e misturas alcoólicas (ice), por exemplo.
2º OPTA POR ECONOMIA EM LUGAR DE
CONVENIÊNCIA: Atualmente, 48% dos itens do Atacarejo são comuns ao Hiper, sendo
82% deles mais baratos e, em média, 13% mais competitivos. De qualquer forma, o
canal pode ser melhor explorado pelo segmento de bebidas, já que a penetração
dele nos lares compradores é de 34% para não-alcoólicas e 19% para alcoólicas
(importância do canal nos gastos dos lares é de 5,6%, em média, para ambas).
O
consumidor também tende a "levar o bar para casa". De 2013 a 2015, mais de 850
mil lares passaram a consumir cerveja no domicílio.
3º PREFERE TROCAR DE PRODUTO DO
QUE DE MARCA: Uma das alternativas do consumidor para otimizar seu recurso
financeiro é trocar para outras categorias dentro do segmento de bebidas. Por
exemplo, 80% do volume perdido de refrigerante foi por troca com outros
produtos, principalmente suco em pó, que concentra 44% desse volume (água
mineral: 42% / suco pronto: 6,4%) e substitui o refrigerante em 53% das
ocasiões de compra.
4º CONSOME PRODUTOS MAIS
SAUDÁVEIS: Com uma população mais preocupada com a saúde e o corpo, algumas
categorias com apelo saudável conseguem converter o cenário negativo e crescem
mesmo sendo mais caras, como água de côco, suco pronto e chá pronto.
Entretanto, as categorias saudáveis ainda têm um longo caminho para se
desenvolver, sendo atualmente muito dependentes de seus consumidores contínuos
(heavy buyers), que se concentram na região Sudeste. Na grande São Paulo, o
consumo fora do lar chega a 72% para água de côco, 36% para suco pronto e 39%
para chá pronto.