Black Friday Deve Vender R$ 2,1 bilhões
A Sexta-feira do Ano



Hoje, 24 de novembro de 2017, a Black Friday, é a
principal data do calendário do e-commerce. As vendas na big date deverão
atingir R$ 2,185 bilhões - alta de 15% na comparação com 2016. A estimativa é
que o número de pedidos avance 7,7%, de 2,92 milhões para 3,1 milhões, e o
tíquete médio deverá ser de R$ 695 - alta de 6,4%. A estimativa foi feita pela Ebit,
empresa de informações sobre o comércio eletrônico brasileiro. "A expectativa
de crescimento está baseada no aumento do número de consumidores virtuais e no
melhor cenário econômico com controle da inflação, diminuição da taxa de juros
e queda do índice de desemprego. O consumidor está mais confianteem que o
pior da crise já passou, por isso deve usar parte do 13º salário para comprar
na Black Friday", explica Pedro Guasti, CEO da Ebit.
Os Mais Desejados
Para Ricardo Bove, diretor da BlackFriday.com.br,
idealizador do evento no Brasil: "o produto mais procurado é o smartphone, TV e
depois linha branca. A estimativa é que 80% do e-commerce participa da Black
Friday de alguma maneira - seja com alguma oferta ou ação". Entre as marcas de
smartphones mais desejadas, segundo a pesquisa Hugme/Reclame Aqui, a Samsung
lidera com 21,44% das intenções de compra, seguido de Iphone (17,87%), Motorola
(12,88%), Asus (5,18%) e LG (3,32%).
Confiança e
Multicanalidade
Para Pedro Guasti, da Ebit, a data ainda tem muito para
crescer no país e o consumidor adquiriu mais confiança nos descontos
praticados. "Prova disso é que apenas 38% dos consumidores falam que não
compram porque não acreditam nos descontos. Com a consolidação da Black Friday,
a tendência é que essa desconfiança diminua e a adesão aumente. Na comparação
com o ano passado (41%), registramos uma queda de 3 pontos percentuais mas
dentro da margem de erro", afirma.
Outra tendência que levou a um aumento de consumidores
online é a evolução da internet mobile. Como concretização e tendência, Guasti vê "o aumento das vendas via mobile e maior participação integradas dos canais de
varejo na busca de potencializar as vendas no período. A expansão do mercado de
celulares dos últimos anos, impulsionada pela democratização do acesso 3G e 4G
no Brasil, criou uma nova classe de consumidores do e-commerce, que utiliza o
smartphone como principal dispositivo para conexão online".
O Fim do e-Sedex
Com o fim do e-Sedex as entregas não devem ser afetadas
para o consumidor, mas sim para os pequenos e médios lojistas. "O que aumentou
foi o número de empresas logísticas privadas que passaram a oferecer esse tipo
de serviço e já conseguiram ocupar o mercado até de uma forma mais eficaz. Os
maiores não tiveram perda nenhuma porque eles tinham um mix de serviços de
logística privada. O problema está nos e-commerces menores que não têm um
volume tão grande para justificar uma operação inteira com a logística
privada", explica Bove da BlackFriday.com.br.
Outra questão sempre levantada é sobre o frete grátis,
que vem apresentando uma redução. A entrega grátis está sendo agregada como
bonificação na compra de ?certos? produtos, como afirma Ricardo Bove. "O que
nós vemos é que antigamente a maior parte era frete grátis, e hoje em dia não é
mais. Hoje, menos da metade das compras (em torno de 40%) é feita com frete
grátis e quem está fazendo, atrela a um certo valor".
Para quê Mudar de
Data?
Vale lembrar que algumas entidades do varejo físico como
Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Associação Brasileira
de Shopping Centers (Abrasce), e Associação Brasileira de Franchising (ABF)
querem mudar a Black Friday de novembro para setembro. A explicação é que isso
afastaria a data das vendas de natal. Porém, para algumas lideranças do
e-commerce isso é visto com maus olhos. Independente da mudança, a Câmara
Brasileira do Comércio Eletrônico (camara-e.net), entidade cujos associados
representam cerca de 90% do faturamento do e-commerce, defende a manutenção da
Black Friday em novembro e que, independente da mudança do varejo físico,
continuará realizando a big date em novembro. Como afirma Guasti, o CEO da Ebit: "somos favoráveis à manutenção da Black
Friday em novembro".