Itambé Vai Reforçar Mix Para Manter Crescimento
Investindo em Lançamentos


A
empresa deve lançar ainda este ano entre 50 a 60 SKUs, sendo a maior parte
deles na linha de refrigerados, com foco em iogurtes. Uma das metas é fechar o
ano com a mais completa linha de produtos sem lactose do país, antecipou
Ricardo Cotta Ferreira, Diretor de Gestão e Relações Institucionais da Itambé,
em entrevista exclusiva ao Portal Giro News. Outra proposta da empresa é
fortalecer sua presença no mercado de compostos lácteos para o Food Service.
Oportunidade o
B2B
"Hoje
a gente tem apenas o composto lácteo Precioso, focado no consumidor final do
Norte e Nordeste, e o objetivo é explorar mais essa categoria para termos ter
uma linha completa no Sudeste para o food service e atender esses clientes do
B2B", completou. Além dos compostos lácteos, a Itambé também lança neste ano o
leite condensado e o doce de leite em embalagens de 2,5kg e 5kg, que serão
distribuídos para atacadistas, cash & carry e o mercado B2B de todo Brasil.
Perspectivas
para 2015
Registrando um crescimento de aproximadamente 20% nos últimos anos, Ricardo
considera 2015 ainda como uma incógnita, mas projeta um crescimento na casa dos
dois dígitos. "Sem dúvida vai ser mais difícil para todo mundo, um ano em que
você vai ganhar a luta nos detalhes, sendo melhor que a concorrência. Mas, não
freamos. Conseguimos aprovar no nosso conselho o mesmo nível de investimento
que foi no ano passado (R$ 75 milhões), em ajuste de planta e modernização, automação,
linha de food service, lançamentos", afirma o executivo da empresa, que, no
ano passado, cresceu 19%, com R$2,8 bilhões em faturamento.
Desafios Para Crescer
Segundo Ricardo, houve uma defasagem do consumo de lácteos, como queijos e
refrigerados, em relação a outros países, provocada pela renda per capta menor
dos brasileiros. Mas para ele, a logística ainda é o grande dilema da
categoria. "É um peso no nosso custo final. Desafio de custo, de entrega de
serviços, alternativas de entrega nas grandes cidades, entre tantos outros
fatores. Ainda mais para os refrigerados que têm um shelf life mais curto e
grande parte dos supermercados não recebem o produto com menos de dois terços
de vida útil. Então, é necessário buscar mais agilidade. É uma busca frenética
por eficiência", explica. Para tentar minimizar o problema, Ricardo Cotta informou
ainda que a empresa tem como projeto desenvolver cada vez mais a venda direta,
já que mais centros de distribuição otimizariam a operação, mas encarecem o
custo.