Heineken Mira Crescimento e Estuda Aquisição no Brasil
A cervejaria prepara uma nova ofensiva para o mercado brasileiro. "Viemos ao Brasil para vencer", garante o sul-africano Chris Barrow, presidente da Heineken Brasil. Para crescer, a holandesa está dobrando a produção da marca Heineken, lançará novos produtos no mercado nacional e, segundo pessoas próximas da companhia, parte para cima da única cervejaria de capital nacional que restou dentre as maiores no País: o Grupo Petrópolis, que teve receita de R$ 3,7 bilhões no ano passado.
A cervejaria prepara uma nova ofensiva para o mercado brasileiro. "Viemos ao Brasil para vencer", garante o sul-africano Chris Barrow, presidente da Heineken Brasil. Para crescer, a holandesa está dobrando a produção da marca Heineken, lançará novos produtos no mercado nacional e, segundo pessoas próximas da companhia, parte para cima da única cervejaria de capital nacional que restou dentre as maiores no País: o Grupo Petrópolis, que teve receita de R$ 3,7 bilhões no ano passado.
Interesse
Dona da marca Itaipava, a Petrópolis serviria de atalho na caminhada da Heineken para ganhar musculatura: a cervejaria disputa o segundo lugar do mercado copo a copo com a Schin. Tem 3,6 mil funcionários em quatro fábricas - em Petrópolis e Teresópolis (RJ), Boituva (SP) e Rondonópolis (MT). Mas Walter Faria, seu controlador, não estaria inclinado a vender a companhia por quantia igual ou menor do que a paga pela Kirin no negócio com Schincariol.
Valor é Alto
"Por esse valor (R$ 6,5 bilhões), logo de cara a resposta dele é não", diz um amigo de Faria. "O que ele está vendendo não é parque fabril, mas 10% das vendas nacionais. E Walter calcula que, em dois anos, com a fábrica que ele quer construir no Nordeste, poderá pedir muito mais pela empresa", afirma o amigo. A Petrópolis, que nega a possibilidade de venda, anunciou mês passado investimentos de R$ 250 milhões para 2012 e a construção, ainda este ano, de uma fábrica no Nordeste, provavelmente em Alagoinhas (BA). (Fonte: Estado de S. Paulo)
