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Créditos: Divulgação

Farmácia em condomínio: Formato de honest market chega ao varejo farmacêutico

 A proposta de instalar mercados dentro de condomínios residenciais tem ganhado espaço no varejo brasileiro. Agora, esse modelo vai além do alimentar e chega ao canal farma, com a proposta da Apêpê Farma de instalar farmácias em condomínios. Criada em Fortaleza (CE), a empresa iniciou sua primeira operação em dezembro do ano passado e planeja expansão para diferentes estados. É o que revela o fundador Italo Montenegro, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. “Começamos a expansão agora, mas já tem gente nos procurando. Já temos demanda em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Maranhão e Piauí.” A Apêpê Farma também firmou parceria com um grupo especializado em expansão de franquias, para acelerar as aberturas por todo o país. A meta da empresa é atingir 100 unidades pelo país em 2026.


Formato de negócio

  A unidade no Ceará foi instalada em um condomínio com mais de 400 apartamentos - sendo que o critério mínimo para implantação é de condomínios com ao menos 150 apartamentos. Com uma média de 15 m², a farmácia trabalha com cerca de 2 mil SKUs disponíveis para pronta entrega e utiliza o conceito de “prateleira infinita”. “Quando não temos algum medicamento, entregamos em 24 horas para o morador. Nós solicitamos e a distribuidora nos entrega no outro dia ou, dependendo do horário, até no mesmo dia. Então, juntando o mix a pronta entrega com o mix da distribuidora, ultrapassa 5 mil itens”, explica o empresário. Os medicamentos são o core business, mas o sortimento também inclui produtos de higiene e beleza.


Serviços integrados

  A empresa também aposta em serviços financeiros integrados, como a possibilidade de compras via boleto sem consulta a órgãos de proteção ao crédito, além da oferta de empréstimos consignados para os moradores. Outra aposta é o cartão próprio em parceria com uma instituição financeira. Segundo o fundador, já há recorrência nas compras de medicamentos de uso contínuo e aumento gradual no ticket médio, com alguns moradores gastando até R$ 500 por mês na farmácia. Os farmacêuticos, que estão presentes na unidade durante todo o horário de atendimento, têm papel estratégico no negócio. “Nós trazemos o farmacêutico como sócio da operação, então ele entra como sócio-operador. Quando o franqueado injeta o capital para adquirir uma unidade, ele é detentor de 75% da operação, e 25% são do farmacêutico. Futuramente, esse farmacêutico pode ser um prospecto de franqueado”, conclui Italo.

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Créditos: Divulgação
28/05/2026

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