Falta de Produtos nas Gôndolas Volta a Crescer
Ruptura
Segundo dados da NeoGrid/Nielsen, que
reúne informações de mais de 10 mil lojas em todo o Brasil, a ruptura, índice
que mostra a porcentagem de falta de produtos nos supermercados, voltou a
crescer em agosto e chegou a 9,72%. Na avaliação da empresa, o índice continua alto, apesar da variação do indicador em agosto ser de apenas 2%, em relação a julho, e da redução durante o primeiro semestre. "Quando comparamos os índices
históricos, que marcavam 8%, a ruptura ainda segue elevada", explica Robson
Munhoz, diretor de relacionamento do varejo da NeoGrid. "O cenário foi
conturbado e ainda é instável, mas em 2016 já tivemos uma melhora na
credibilidade dos empresários na economia, tanto que os varejistas passaram a abastecer
as lojas na expectativa de aumentar as vendas, o que naturalmente reduziu a
ruptura", conclui.
Produtos
Básicos São os Campeões de Ruptura
Produtos básicos do dia a dia, o leite e
o feijão estão entre as cinco categorias que mais faltaram nas prateleiras dos
supermercados em julho e agosto de 2016. "Os varejistas tiveram dificuldade de
encontrar o feijão e renovar os estoques devido ao problema das safras, que
foram prejudicadas pelo clima. Da mesma forma, o leite ficou mais escasso com a
queda na produção, ocasionada pela entressafra (período de menos chuvas que
afeta os pastos) e o alto preço do milho, que encareceu a ração dos animais",
explica Munhoz.
