APRAS é Contrária a Proibição de Vale-Gás
Iniciativa Inconstitucional
A Apras
- Associação Paranaense de Supermercados - afirma que é
contrária à Lei Estadual nº 19.372 de 20 de dezembro de 2017, que proíbe os
supermercados, farmácias e afins de venderem "vale-gás" aos
consumidores. Segundo a Entidade, a lei em questão está privando o consumidor
deste serviço, que agregava valor à venda de gás ao oferecer esta facilidade ao
consumidor. Com isso, o grande prejudicado será o consumidor e a salutar
concorrência, que perde um anel importante em sua cadeia, pressionando os
preços do gás para cima. Confira a nota oficial na íntegra:
"Em relação à Lei Estadual nº 19.372 de 20
de dezembro de 2017, que proíbe os supermercados, farmácias e afins de venderem
"vale-gás" aos consumidores, a Apras afirma que é contrária à
iniciativa por vê-la como inconstitucional, conforme ofício encaminhado aos
deputados paranaenses. Hoje, quando um supermercado vende um
"vale-gás" a entrega é feita por um distribuidor de gás, devidamente
autorizado da ANP. Desta forma, a lei em questão está privando o consumidor
deste serviço, que agregava valor à venda de gás ao oferecer esta facilidade ao
consumidor. Com isso, o grande prejudicado será o consumidor e a salutar
concorrência, que perde um anel importante em sua cadeia, pressionando os
preços do gás para cima.
O fornecimento de vale-gás pelos
supermercados não se enquadra no conceito de comercialização de GLP, de modo
que independe de autorização da ANP, uma vez que vende uma autorização de
entrega de gás, que será executada por um distribuidor. Esta prática comercial
do vale-gás não gera nenhum risco à segurança dos consumidores e é importante
por ampliar a oferta desse produto, tão essencial às famílias.
Desta forma, não entendemos o que motivou,
e quem interessa a proposição e
aprovação desta lei, que elimina um serviço ao consumidor e diminui a
concorrência.
Reforçamos que a Lei em questão prejudica os interesses do
consumidor, já que ao restringir a venda do vale-gás, a concorrência diminui e,
consequentemente, a tendência é de que os preços subam.
A Apras deve entrar com uma ADIN durante
janeiro, já que considera a Lei inconstitucional.
A entidade destaca que sempre orienta os
supermercadistas com relação às normas e regras vigentes e trabalha em prol do
setor e dos consumidores paranaenses."
