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Cencosud quer levar Giga Atacado a novas praças

O Potencial do Cash & Carry

"São Paulo deve ser a nossa avenida de crescimento", projeta Sebastián Los, presidente da Cencosud Brasil. Em coletiva de imprensa, o executivo reforçou que a entrada no "mercado mais importante do país", através da compra do Giga Atacado, permitirá à companhia reforçar sua expansão. "Vamos manter a identidade da marca e, para o futuro, vamos acelerar o crescimento orgânico em São Paulo", destaca Sebastián. A expectativa é que seja inaugurada cerca de uma loja por ano, explorando novas praças, como cidades menores. "Ainda tem muita região desassistida, inclusive dentro da Grande São Paulo. Vemos na Cencosud uma empresa capaz de levar o Giga a explorar o seu máximo desempenho", analisa André Nassar, fundador da bandeira que, após a transação, sai do cargo de CEO e passa a assessorar a expansão. "Alguma canibalização com a abertura de lojas pode existir eventualmente com outras redes. Só não vai existir canibalização nossa com a gente mesmo", complementa.

Regionalidade Define Estratégias
A Cencosud já tem diversos projetos mapeados para a rede, que devem contribuir para o seu crescimento no Brasil - que é o terceiro maior mercado para a companhia. "O Brasil tem que ter uma participação maior dentro do grupo. É um mercado supercompetitivo para o atacarejo, mas acreditamos no país e temos muitas oportunidades", afirma Sebastián. Dada a dimensão do país, o grupo chileno optou por executar estratégias independentes em cada região e em cada bandeira. No Giga, a integração foi iniciada na última sexta-feira (01). Desde então, a rede representa 30% do faturamento do formato de atacado e suas ações já são da Cencosud. "Prevemos mais três ou quatro meses de processos de integração de equipes, avaliação de sistemas, integração da sociedade... A meta é avaliar processo a processo, mas manter a essência do Giga." O e-commerce, por exemplo, que operou menos de um ano e foi descontinuado pela bandeira, será reavaliado pela Cencosud.

Os Diferentes Atacarejos
Com lojas de 2 mil m² a 6 mil m² - sendo a maioria de 4,5 mil m² -, a bandeira deve aproveitar seu tamanho mais enxuto para adentrar cidades menores. Para os executivos, há uma série de particularidades dentro das operações que seguem o formato de cash & carry, entre mix de produtos, serviços e regiões de atuação. "Há uma linha tênue entre o atacarejo com serviços e o hipermercado", avalia André. Na visão do executivo, a entrada maciça de varejistas no cash & carry acaba enviesando o formato para serviços, mas esta não é a sua essência. "O que faz girar é produto e preço." Já Sebastián destaca que o modelo tem várias propostas de valor, mas, no Giga, a ideia é respeitar a essência de "atacado puro". "Para o curto prazo, o cash & carry é o formato mais resiliente para o momento de inflação e juros no cenário econômico", conclui o presidente da Cencosud Brasil.

05/07/2022

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