Apesar dos Desafios, Via Varejo Destaca Nordeste
A China Brasileira

A analogia foi feita pelo vice-presidente de Operações da
Via Varejo, Jorge Herzog. O executivo afirmou que a região continuará sendo um
dos grandes focos de investimento da empresa, detentora das bandeiras Casas
Bahia e Ponto Frio. "Nos últimos anos, o Nordeste teve crescimento
comparado ao dos chineses. Entre os motivos está o investimento de grandes
empresas, somado ao bolsa família, o que ajudou a colocar dinheiro nas mãos das
pessoas", disse, durante evento em São Paulo. Herzog anunciou ainda que o
nordeste receberá 25% das 210 novas lojas previstas para o intervalo entre 2014
e 2016.
Região Estratégica
O executivo destaca que o objetivo inicial é ganhar terreno e explorar
novos mercados dentro do território nordestino. "A maioria das lojas que
abrimos no ano passado e as lojas que serão inauguradas no decorrer deste ano
estão nessa região. Neste mês, inclusive, inauguramos a primeira loja no
Piauí", conta. O executivo aponta ainda uma peculiaridade da região. Enquanto o
mercado brasileiro sofre com a linha branca, a categoria se tornou
oportunidade, em especial o mercado de lavadoras de roupas. "A região, assim
como o norte e centro-oeste, tem um índice de
penetração bem abaixo da média nacional, que já não é muito alta. Estamos apostando
nisso e acreditamos que é um segmento que tem muito potencial para crescer",
conclui.
Apesar do Otimismo...
Identificar oportunidades para
explorar este mercado é um dos caminhos da Via Varejo para não ser prejudicada
pelo momento da região, que não vem registrando índices animadores nos mercados
onde atuam Casas Bahia e Ponto Frio. Segundo a última Pesquisa Mensal do
Comércio, do IBGE, divulgada na última semana, o mercado de móveis e
eletrodomésticos registrou uma retração de 16% em abril, na variação
mensal. No acumulado do ano, a retração no volume é de 8,9%. Nas principais
praças nordestinas, como Ceará, Pernambuco e Bahia, o movimento de queda segue
a mesma linha, com índices negativos no acumulado do ano de 3,3%, 8,9% e 9,8%,
respectivamente.