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Elefante cresce 10% em volume e prepara nova fase de crescimento

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Daniel Pontes é diretor de Marketing, Growth e Marcas, e Mariana Mendel é diretora de Marketing para Food. (Créditos: Divulgação)

 Há 15 anos sob a gestão da Cargill, a marca Elefante registrou crescimento de 10% em volume entre 2020 e 2026. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Daniel Pontes, diretor de Marketing, Growth e Marcas da Cargill, e Mariana Mendel, diretora de Marketing para Food na Cargill, revelam que a Elefante completa 85 anos no Brasil, com presença em 38% dos lares. “Sair de 22% para 38% de penetração mostra o quanto essa marca vem sendo importante para a gente como negócio, mas também para o consumidor no dia a dia. Então, estamos falando de entrar em milhões de novos lares com inovação e com a troca da lata para o pote”, afirma Daniel. Segundo Mariana, a companhia pretende acelerar esse crescimento. “A gente passou por um 2026 conturbado, com aumentos de preços, questões de diesel e o estreito de Ormuz impactando os preços das embalagens. Então, conseguimos fortalecer a marca. Fizemos escolhas muito conscientes e estratégicas para que pudéssemos estar prontos para 2027 e continuar crescendo de forma sustentável”, destaca a executiva. 


Evolução no varejo

  Para marcar o aniversário, a marca lançou a campanha “Junte-se aos Mundos de Elefante”, que conecta gastronomia, arte, moda e cultura. Criada pela MRM, a iniciativa inclui participação na São Paulo Fashion Week, projetos de arte gastronômica e receitas internacionais, além de ação nas redes sociais e quatro versões limitadas e colecionáveis de embalagens. “A gente saiu de um produto que era só um item em lata tradicional. Modernizamos com o pote, depois com embalagem da Tetra Pak e, posteriormente, trazendo sabores”, destaca Mariana. A atuação junto ao varejo também é parte da estratégia para ampliar a presença de seus produtos nos pontos de venda. “A Cargill tem um portfólio muito grande de produtos básicos para o consumidor brasileiro. Estamos falando de extrato de tomate, mas também temos óleo de soja, óleos especiais, maionese, óleos compostos e molho para salada”, afirma Mariana. “Estamos sempre buscando melhorar a execução no ponto de venda, para garantir que tenhamos o produto que o consumidor está buscando. Sabemos que o consumidor vem diminuindo o número de visitas ao PDV. Uma vez que ele está diminuindo essas visitas, ter o produto no momento em que vai fazer a compra do mês é essencial.” 


Expansão nos próximos anos

  Para os próximos anos, a Cargill prevê continuar ampliando sua operação no mercado brasileiro. “Temos uma ideia de crescimento muito robusta, que passa pela expansão de capacidade e de linhas de produtos também”, revela Daniel. “Está muito clara na estratégia da Cargill a ideia de que o Brasil é um lugar de investimento desproporcional quando olhamos em comparação com o mundo. E o varejo é um desses espaços, porque também é um lugar de diversificação no portfólio”, complementa Mariana. Nos próximos cinco anos, a companhia pretende ampliar suas categorias considerando a demanda por qualidade, praticidade e responsabilidade. “A expansão das nossas categorias vem de uma ambição de crescimento, mas também de uma demanda latente da sociedade: buscar alternativas em que as pessoas confiem em termos de qualidade e tradição dessas marcas. Vamos olhar para um lugar em que possamos expandir para atender a essa demanda por praticidade, principalmente pela busca por qualidade perene e por essa responsabilidade”, finaliza Daniel Pontes.

29/10/2026

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